Garbage Collector (GC) – Gerenciamento de memória

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Programação | Postado em 21-01-2010

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O Framework.NET trouxe alguns benefícios referentes a utilização e gerenciamento de memória, permitindo mais liberdade de alocação e remoção de variáveis na memória em ordem aleatória, executado por meio de uma gerência complexa do espaço ocupado e identificação dos espaços livres.
Dessa forma vida de nós programadores se tornou muito mais fácil, pois não precisamos nos preocupar com o gerenciamento de memória (nada de malloc e free utilzados em C/C++), com isso temos menos erros relacionados ao vazamento de memória, bugs de ponteiros, entre outros.
O principal componente que realiza esse gerenciamento e liberação de memória é o Garbage Collector (Coletor de Lixo ou GC) existente na arquitetura do Common Language Runtime (CLR) e tem como princípio atividade de funcionamento:

  1. Determinar quais objetos não mais será utilizado, ou seja, não estão mais acessíveis na aplicação;
  2. Liberar os recursos (memória) utilizados por esses objetos

Entendendo o funcionamento do Garbage Collector

Basicamente o GC divide a memória disponível em 3 áreas distintas:

  1. Maneged Heap
  2. Pilha
  3. Unmanaged Heap

O GC em conjunto com a CLR por meio de diversos algoritmos executa o gerenciamento da área de memória managed heap, que aloca reference types. Enquanto a pilha é utilizada para alocar value types. A unmanaged heap é utilizada para armazenar recursos não gerenciados de forma automática ou recursos nativos.
Mais detalhe da arquitetura do GC ficará para um próximo post, pois irá envolver alguns temas ainda não tratados.

Recursos Não Gerenciados

Um ponto importante é controle de recursos não gerenciados (recursos nativos, que pode ser um arquivo, janela, conexões de banco de dados, sockets, Win32, entre outros).
Implicitamente o Framework.NET mantém um controle das instâncias utilizadas pela aplicação, porem o mesmo não se repete para recursos não gerenciados. Para recursos não gerenciados deve-se fornecer uma maneira de liberar os recursos da memória depois que o aplicativo tiver terminado de usá-los, ou seja, deve ser um processo manual (codificado) executado pelo programador.
Há duas maneiras de se finalizar um recurso não gerenciado:

  • Implicitamente utilizando o método Finalize();
  • Explicitamente utilizando o método Dispose() do IDisposable;

Observação: Por padrão a Microsoft recomenda a implementar as duas formas de finalizar o objeto. Sendo que o método Finalize() serve de garantia de execução de liberação de memória impedindo que o recurso fique permanentemente vazando caso algum programador esqueça de chamar o método Dispose().

A primeira impressão que temos ao ver o finalizador (redefinindo ao método Finalize de System.Object) existente no .NET é que este atua como um destruidor (destructor) presente em linguagens com C/C++ é que são similares. Porem não se iluda pela aparência, pois são bem diferentes em suas características.

Caracteristicas do Finalizador:

  • Execução nem sempre é não garantida;
  • Execução não determinística (instante em que o método é executado não é conhecido);
  • Chamada ao método ocorre desde que não existam ciclos infinitos;
  • Quando chamado shutdown, sua execução só ocorre caso seu tempo de execução não seja superior a 2 segundos e o somatório não exceda 40 segundos (tempos aproximados);

Em resumo o CLR não garante a ordem de chamada dos métodos Finalize().

Exemplo de implementação do finalize:

Código C#.NET:

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public class AlgumaClasse
{
   …
   ~AlgumaClasse() // finalizador
   {
      // código de limpeza
   }}

Codigo gerado pelo compilador:

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public class AlgumaClasse
{protected override void Finalize()
   {
      try { /* código de limpeza */ }
      finally { base.Finalize(); }
   }}

O método Dispose é uma implementação de um padrão conhecido como “padrão de descarte” e impõe uma ordem na vida de um objeto.
O método Dispose() deve liberar os recursos que ele possui assim como os recursos de propriedade de seus tipos base. Esse processo é executado através de uma hierarquia de tipos de base, ou seja, cada objeto irá chamar o método Dispose() da classe estendida ou implementada. Garantindo assim que os recursos são sempre limpos adequadamente.
Um característica particular do método Dispose() é que este pode ser chamado várias vezes sem lançar exceção.
É importante salientar que não há benefícios de desempenho na utilização do método Dispose() a objetos gerenciados pela CLR (tais como Arrays). Este método deve ser utilizado em objetos que utilizam recursos nativos e objetos COM que são expostas ao Framework.NET, como exemplo podemos citar a classe FileStream que implementa a interface IDisposable.

Exemplo de implementação do métiodo Dispose():

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// Design pattern para uma classe base.
public class Base: IDisposable
{
   //Implementação da interface IDisposable.
   public void Dispose() 
   {
     Dispose(true);
      GC.SuppressFinalize(this); 
   }
 
   protected virtual void Dispose(bool disposing) 
   {
      if (disposing) 
      {
         // libera outros estados (managed objects).
      }
      // Libera sus próprios estados(unmanaged objects).
      // Define campos grandes como null.
   }
 
   // Sintaxe para finalização do código.
   ~Base()
   {
      //Chamada simples Dispose(false).
      Dispose (false);
   }
}
// Design pattern para a classe derived.
public class Derived: Base
{   
   protected override void Dispose(bool disposing) 
   {
      if (disposing) 
      {
         // Liberação de recursos gerenciados
      }
      // Liberação de recusos não gerenciados.
      // Define campos grandes como null.
      // Chama Dispose da classe base.
      base.Dispose(disposing);
   }
   // A classe derived não tem o método Finalize
   // ou um método Dispose com parametro pois herda da classe base.
}

Enjoy ;-)

Comunicação via socket com C#

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Programação | Postado em 22-12-2009

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Introdução

Primeiramente vamos conceiturar o que é socket, ou soquete em portugues. De uma visão geral um soquete pode ser definido como uma tomada que designa uma cavidade ou região usada para ligar algum artifício específico.

No mundo da computação, um socket é o elo de ligação entre os processos do servidor e do cliente. Ele é a “porta” na qual os processos enviam e recebem mensagens. De acordo com JAMES F KUROSE: “socket é a interface entre a camada de aplicação e a de transporte dentro de uma máquina”. Para quem não lembra, ou não sabe, camada de aplicação e transporte fazem parte do modelo OSI.
Através de um socket podemos estabelecer a comunicação entre máquinas possibilitando o envio e recebimento de dados.

A interface padronizada de sockets surgiu originalmente no sistema operacional Unix BSD (Berkeley Software Distribution). Tinha a função de suporte a comunicação em rede. Esta interface é a base para a maioria das interfaces entre protocolos de internet TCP/IP existente.

A identificação de um socket na rede é realizada por um IP e um porta. Comumente utiliza-se portas acima de 1000 pois as inferiores são utilizadas pelo sistema operacional. Sua comunicação é realizada pelos protocolos UDP ou TCP. Assim, é possível termos tanto comunicação orientada a conexão (via TCP), quanta não orientada a conexão (via UDP). O socket abstrai esse conceito, permitindo assim a utilização de qualquer um dos meios.

No C# para se trabalhar com sockets os recursos enconstram-se no namespace System.Net.Sockets.

Implementando uma aplicação com socket

Este é um simples código de uma aplicação Client/Server utilizando socket.
Abaixo o passo a passo de criação da aplicação:

Server App

  1. Criar um projeto do tipo WindowsForm com o nome CommunicationSocket.
  2. Incluir um botão que será utilizado para enviar mensagem do servidor para o cliente.
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using System;
using System.IO;
using System.Net;
using System.Net.Sockets;
using System.Threading;
using System.Windows.Forms;
 
namespace CommunicationSocket
{
    public partial class ServerApp : Form
    {
        private Socket socket;
        private Thread thread;
 
        private NetworkStream networkStream;
        private BinaryWriter binaryWriter;
        private BinaryReader binaryReader;
 
        public ServerApp()
        {
            InitializeComponent();
            thread = new Thread(new ThreadStart(RunServer));
            thread.Start();
        }
 
        public void RunServer()
        {
            TcpListener tcpListener;
            try
            {
                IPEndPoint ipEndPoint = new IPEndPoint(IPAddress.Parse("127.0.0.1"), 2001);
                tcpListener = new TcpListener(ipEndPoint);
                tcpListener.Start();
 
                MessageBox.Show("Servidor habilitado e escutando porta...", "Server App");
 
                socket = tcpListener.AcceptSocket();
                networkStream = new NetworkStream(socket);
                binaryWriter = new BinaryWriter(networkStream);
                binaryReader = new BinaryReader(networkStream);
 
                MessageBox.Show("conexão recebida!", "Server App");
                binaryWriter.Write("\nconexão efetuada!");
 
                string messageReceived = "";
                do 
                {
                    messageReceived = binaryReader.ReadString();
                    MessageBox.Show("Mensagem: " + messageReceived, "Server App");
 
                } while (socket.Connected);
            } 
            catch (Exception ex) 
            {
                MessageBox.Show(ex.Message);
            } 
            finally 
            {
                binaryReader.Close();
                binaryWriter.Close();
                networkStream.Close();
                socket.Close();
 
                MessageBox.Show("conexão finalizada", "Server App");
            }
        }
 
        private void btnSendMsg_Click(object sender, EventArgs e)
        {
            try
            {
                binaryWriter.Write("Server respondendo: Houston, we have a problem!!!");
            }
            catch (SocketException socketEx)
            {
                MessageBox.Show(socketEx.Message, "Erro");
            }
        }
    }
}

Client App

  1. Criar um projeto do tipo WindowsForm com o nome ClientApp.
  2. Incluir botão que será utilizado para enviar mensagem do cliente para o servidor.
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using System;
using System.IO;
using System.Net.Sockets;
using System.Threading;
using System.Windows.Forms;
 
namespace ClientApplication 
{
    public partial class ClientAppForm : Form 
    {
        private NetworkStream networkStream;
        private BinaryWriter binaryWriter;
        private BinaryReader binaryReader;
        private TcpClient tcpClient;
 
        private Thread thread;
 
        public ClientAppForm() 
        {
            InitializeComponent();
            thread = new Thread(new ThreadStart(RunClient));
            thread.Start();
        }
 
        public void RunClient() 
        {
            try 
            {
                tcpClient = new TcpClient();
                tcpClient.Connect("127.0.0.1", 2001);
 
                networkStream = tcpClient.GetStream();
                binaryWriter = new BinaryWriter(networkStream);
                binaryReader = new BinaryReader(networkStream);
 
                String message = "";
                do 
                {
                    try 
                    {
                        message = binaryReader.ReadString();
                        MessageBox.Show(message, "Mensagem Recebida");
                    } 
                    catch (Exception ex) 
                    {
                        MessageBox.Show(ex.Message, "Erro");
                        message = "FIM";
                    }
                } while (message != "FIM");
 
                binaryWriter.Close();
                binaryReader.Close();
                networkStream.Close();
                tcpClient.Close();
            } 
            catch (Exception ex)
            {
                MessageBox.Show(ex.Message, "Erro");
            }
        }
 
        private void btnSendMsg_Click(object sender, EventArgs e) 
        {
            try 
            {
                binaryWriter.Write("Mensagem do cliente");
            } 
            catch (SocketException socketEx) 
            {
                MessageBox.Show(socketEx.Message, "Erro");
            }
        }
    }
}

Para realizar a comunicação o Servidor utiliza o objeto TcpListener que fica escutando toda requisição no IP “127.0.0.1″ porta 2001.
Na aplicação Cliente o objeto TcpClient é informado sobre o IP (ou DNS) e porta do servidor que irá se conectar. Após esse a realização toda a comunicação é feita por meio de stream através do objeto NetworkStream.

Repare que tanto Servidor quanto o Cliente trabalha com processamento em paralelo (Thread) para evitar que a aplicação fique travada até o término do processamento, ou para manter um processamento dedicado e contínuo que é o caso do servidor.

Nesse exemplo utilizei MessageBox para apresentar as mensagens, pois para inseri-las em um TextBox no Form é necessário utilizar delegates e reflections, senão teremos um erro de cruzamento de Threads (Cross-thread operation not valid).
Mas isso acho que é assunto para o nosso próximo post.

Até mais ;-)

Extension Methods no C# 3.0

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Programação, Tecnologia | Postado em 13-12-2009

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Extension Methods é uma das muitas características que torna o LINQ possível .
Em resumo podemos dizer que Extension Methods é a possibilidade de inserir métodos em objetos já compilados. O método criado tem a característica de um método estático, porem só está acessível ao objeto associado.
Com esse recurso podemos adicionar aos .NET types novos métodos. Assim classes como StringHelpers, Util, entre outras, com uma variedade de métodos de auxílio, podem ser inseridos diretamente no fonte.
Exemplo de uma classe com validação:

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using System.Text.RegularExpressions; 
namespace ExtensionMethodsExample
{
    public class Util
    {
        /// <summary>Verifica se o argumento do tipo string é um numérico</summary>
        /// <param name="arg">argumento a ser validado</param>
        /// <returns>True - se for numérico</returns>
        public bool IsNumeric(string arg)
        {
            return Regex.IsMatch(arg, @"^\d+$");
        }
    }
}

Com o uso do Extension Methods podemos inserir o método que verifica se a variável é numérica no próprio tipo string.
Abaixo um exemplo de seu uso, e depois vou explicar como o extension methods é declarado.

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using System;
using System.Text.RegularExpressions;
 
namespace ExtensionMethodsExample
{
    public static class Extensions
    {
        public static bool IsNumeric(this string arg)
        {
             return Regex.IsMatch(arg, @"^\d+$");
        }
    }
} 
 
public class Program
{
    public static void Main(string[] args)
    {
        string codigo1 = "1234";
        string codigo2 = "ABCD";
 
        Imprime(codigo1);
        Imprime(codigo2);
    }
 
    private static void Imprime(string codigo)
    {
        if (codigo.IsNumeric())
        {
            Console.WriteLine("Codigo numerico: {0}", codigo);
        }
        else
        {
            Console.WriteLine("Codigo alphanumerico: {0}", codigo);
        }
    }
}

Para criarmos um extension methods precisamos de uma classe e método estático. Todo método extension sempre terá seu primeiro parâmetro a palavra reservada this, seguido do tipo ao qual o método será inserido, no exemplo o tipo string. Esse parâmetro representa a própria instância do objeto. Para os parâmetros subseqüentes serão utilizados na chamada do método. O nome da classe é de livre escolha, ela não interfere na implementação do extension methods, a única ressalva é que seja uma classe estática.

Compare a diferença da verificação de condição utilizando a classe Util e o extension methods

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Util util = new Util();
if (util.IsNumeric(codigo))
{
    // faz algo
}

e

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if (codigo.IsNumeric())
{
    // faz algo
}

O código torna-se mais legível e mais implícito seus métodos, tornando a linguagem muito mais dinâmica.
Enjoy ;-)

Utilizando Reflection com C#

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Programação, Tecnologia | Postado em 08-11-2009

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Entre as utilização de reflection podemos citar a instânciação de classes ou a utilização de plugins (como os utilizados no firefox), que são definidos em tempo de execução.

Basicamente reflection é uma maneira de se descobrir dados de uma classe/objeto/interface em tempo de execução. Dessa forma podemos examinar os tipos em um assembly e interagir com eles ou instanciá-los. Também podemos criar tipos no momento de execução.

Neste post criarei um exemplo de instânciar objetos em tempo de execução (runtime) utilizando reflection.
Abaixo segue um diagrama de classe do modelo utilizado para o exemplo:

modelo produto

Utilizando reflection

using System;
using System.Collections.Generic;
using System.Reflection;
 
namespace UtilizandoReflection {
    public class Program {
        public static void Main(string[] args) {
 
            StateFactory factory = new StateFactory();
 
            // Cria 3 produtos em estado diferentes
            Product product1 = new Product();
            Product product2 = new Product();
            Product product3 = new Product();
 
            product1.State = factory.Create(1, "item pendente");
            product2.State = factory.Create(2, "item no estoque");
            product3.State = factory.Create(3, "item vendido");
 
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product1.State.ID, product1.State.Description, product1.State.GetType().ToString());
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product2.State.ID, product2.State.Description, product2.State.GetType().ToString());
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product3.State.ID, product3.State.Description, product3.State.GetType().ToString());
        }
    }
 
    /// <summary>Classe responsável por criar intâncias de estado</summary>
    public class StateFactory {
        private Dictionary<int, string> states;
 
        public StateFactory(){
            states = new Dictionary<int, string>(3);
            states.Add(1, "Pending");
            states.Add(2, "Stock");
            states.Add(3, "Sold");
        }
 
        /// <summary>Cria uma instância de estado</summary>
        /// <param name="ID">Identificador da instância</param>
        /// <param name="description">descrição do estado</param>
        /// <returns>Estado</returns>
        public State Create(int ID, string description) {
 
            string baseName = "UtilizandoReflection";
 
            // cria array com os parâmetro utilizado no construtor do estado
            object[] args = new object[2];
            args.SetValue(ID, 0);
            args.SetValue(description, 1);
 
            //using System.Reflection
            Assembly assembly = Assembly.Load(baseName);
            return (State)assembly.CreateInstance(baseName + "." + states[ID], true, BindingFlags.CreateInstance, null, args, null, null);
        }
    }
 
    #region Domain
    public class Product {
        public State State;
    }
    public abstract class State {
        public int ID;
        public string Description;
        public State(int ID, string description) {
            this.ID = ID;
            this.Description = description;
        }
    }
    public class Pending : State { // estado pendente
        public Pending(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    public class Stock : State { // estado estoque
        public Stock(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    public class Sold : State { // estado vendido
        public Sold(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    #endregion
}

Resultado da execução:

Produto 1: item pendente -- Type UtilizandoReflection.Pending
Produto 2: item no estoque -- Type UtilizandoReflection.Stock
Produto 3: item vendido -- Type UtilizandoReflection.Sold

Observe que as classes a serem instanciadas por reflection estão na mesma solution ou project, assim utilizamos o método Load do Assembly, porem quando a classe a ser utilizada for de uma DLL, utilizamos o método LoadFile e informamos o nome completo da DLL.

Como mencionado no início do post, há outras utilizações de reflection, como manipular atributos e métodos, mas isso é assunto para um próximo post.

Enjoy ;-)

Expressão Regular

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Programação, Tecnologia | Postado em 05-02-2009

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Expressão Regular é um padrão de combinação de caracteres que é parte de diversas linguagens de programação modernas. Com a expressão regular podemos criar padrões para filtrar ou validar uma string de entrada através de uma expressão válida.

Alguns caracteres na expressão regular que têm funções especiais, e recebem o nome de metacaracteres, a combinação desses símbolos com caracteres literais da-se a criação de expressão.

Com a expressão regular é possível validar padrões de escrita como:

  • Número IP
  • E-mail
  • CPF

Para aprender a sintaxe utilizada na criação da expressão regular, segue uma versão on-line da obra de Expressões Regulares – Guia de Consulta Rápida.

OBSERVAÇÕES:

Em Java suporte a expressões regulares tem sido parte da plataforma Java desde a versão 1.4. e está contidas no pacote java.util.regex .

EM C# para utilizar expressões regulares, precisamos incluir o namespace System.Text.RegularExpressions .

Exemplo de expressão regulares com C#

Para testar a utilização de expressão regular, criei um projeto do tipo Console Application, e inclui o seguinte código.

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public static void Main(string[] args)
        {
            // expressões para filtrar as palavras a serem apresentadas
            // cria padrão para todas as palavras que contenham a expressão ATO
            string padrao1 = ".ato";
            // cria padrão para todas as palavras que contenham caracteres especias
            string padrao2 = ".\\?|.\\+|.\\!";
            // cria padrão para todas as palavras que contenham caracteres numéricos
            string padrao3 = "[0-9]";
 
            // cara lista para armazenar as palavras a serem filtradas
            List<string> paravras = new List<string>(10);
 
            paravras.Add("9pato");
            paravras.Add("rat3o");
            paravras.Add("mato");
            paravras.Add("gato");
            paravras.Add("te5to");
            paravras.Add("ramo");
            paravras.Add("duv6ida?");
            paravras.Add("soma+");
            paravras.Add("opa?");
            paravras.Add("que!");
 
            // Cria objetos que representa uma expressão regular
            Regex regex1 = new Regex(padrao1);
 
            Console.WriteLine("Busca de palavras com o padrão ATO");
            Console.WriteLine("");
 
            foreach (string str in paravras)
            {
                // verifica se palavra esta de acordo com o padrão
                // se for verdadeiro entra dentro do laço
                if (regex1.IsMatch(str))
                {
                    Console.WriteLine(str);
                }
            }
 
            // Cria objetos que representa uma expressão regular
            Regex regex2 = new Regex(padrao2);
 
            Console.WriteLine("");
            Console.WriteLine("Busca de palavras com caracteres especias");
            Console.WriteLine("");
 
            foreach (string str in paravras)
            {
                if (regex2.IsMatch(str))
                {
                    Console.WriteLine(str);
                }
            }
 
            // Cria objetos que representa uma expressão regular
            Regex regex3 = new Regex(padrao3);
 
            Console.WriteLine("");
            Console.WriteLine("Busca de palavras que contenham o caracteres numericos");
            Console.WriteLine("");
 
            foreach (string str in paravras)
            {
                if (regex3.IsMatch(str))
                {
                    Console.WriteLine(str);
                }
            }
        }

Até mais… :-P

Generalização Especialização Herança

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Postado em Orientação a Objetos, Programação, UML | Postado em 29-01-2009

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Olá pessoal, estive de férias e passei um bom tempo sem escrever, mas agora descançado, não há mais desculpas.

Fiz uma breve descrição sobre generalização, especialização e herança, devido a um pedido do último post e montei um pequena aplicação para exemplificar o assunto.

Conceito

Podemos dizer que generalização é o agrupamento de objetos ou elementos com características comuns em um modelo ou sistemas, é uma descrição mais geral sobre o objeto referente.

E a especialização é processo inverso, é a definição das particularidades de cada objeto ou elemento, são elementos mais consistentes que estendem o elemento genérico.

Dando continuidade ao exemplo citado no último post, casa, galpão, prédio, chamarei a generalização de “Habitação“.

(achei que não foi uma boa escolha esses elementos, prédio, galpão, etc… Para falar de generalização, mas vou utilizá-los para não confundir quem está começando a ver O.O., e manter um pouco de compatibilidade com o post anterior)

Ou seja, todos os elementos, são habitações, porém cada elemento guarda sua característica particular.

O que se ganha com isso?

A utilização de generalização tem dois propósitos:

  • Permitir que a classe base ou subclasse ser usada como variável. E regra é que uma instância da subclasse possa ser usada quando a superclasse é declarada. Com isso possibilitamos a realização de operações polimórficas.
  • Permitir a incrementar as características de um elemento pelas características comuns de seu antecessor. Esta é a chamada de herança.

Herança é a definição da implementação da generalização no código

Já li em alguns livros que o conceito de generalização pode ser utilizada para agrupar características comuns de cada objeto, passando os atributos comuns para o objeto mais genérico. Mas eu discordo desta opinião.

Não há nenhuma vantagem criar um modelo utilizando generalização e especialização se não for para se aproveitar de um dos benefícios comentados acima.

Na verdade estaremos adicionando mais complexidade ao modelo e tornando o código menos escalável.

Prática

Criei um exemplo simples em C#.NET para mostrar como aplicar os conceitos acima.

Para isso no Visual Studio vá em File->New->Project.

Em Templates, escolha Console Application.

Altere o Name para Generalizacao e clique em OK

Agora vá ao projeto (Generalizacao), clique com o botão direito vá em Add->New Item.

Em Templates, escolha Class.

Altere o Nome para Habitação.

Altere o código de para que fique da seguinte forma:

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using System;
 
namespace Generalizacao
{
    public abstract class Habitacao
    {
        /// <summary>
        /// Quantidade de tomadas da habitação
        /// </summary>
        private int qtdTomada;
 
        /// <summary>
        /// Obtem a quantidade de tomadas
        /// </summary>
        public int GetQtdTomada()
        {
            return qtdTomada;
        }
 
        /// <summary>
        /// Armazena a quantidade de tomada
        /// </summary>
        public void SetQtdTomada(int value)
        {
            qtdTomada = value;
        }
    }
}

Adiciona ao projeto as classes Casa, Predio e Galpao, e altere o código da seguinte forma:

Casa

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using System;
 
 
 
 
namespace Generalizacao
{
    public class Casa : Habitacao
    {
    }
}

Observação:

Em C#, a sintaxe para herança é a utilização do comando: após o nome da classe seguindo do nome da classe a ser herdada.

Em Java, a sintaxe para herança é o comando extends após nome da classe seguindo do nome da classe a ser herdada.

Predio

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using System;
 
namespace Generalizacao
{
    public class Predio : Habitacao
    {
    }
}

Galpao

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using System;
 
namespace Generalizacao
{
    public class Galpao : Habitacao
    {
    }
}

Pronto. Criamos a estrutura modelada em UML acima.

Agora nossa Solution deve ter a seguinte aparência.

Na classe Program.cs, escreva o seguinte código:

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using System;
 
namespace Generalizacao
{
    public class Program
    {
        public static void Main(string[] args)
        {
            // Instâncias de casa
            Casa casa = new Casa();
            casa.SetQtdTomada(15);
 
            // Instâncias de prédio
            Predio predio = new Predio();
            predio.SetQtdTomada(300);
 
            // Instâncias de galpão
            Galpao galpao = new Galpao();
            galpao.SetQtdTomada(40);
 
            ImprimirValorDeTomada(casa, "Casa");
            ImprimirValorDeTomada(predio, "Predio");
            ImprimirValorDeTomada(galpao, "Galpao");
        }
 
        private static void ImprimirValorDeTomada(Habitacao habitacao,String tipo)
        {
            Console.WriteLine("{0} tem a seguinte quantidade de tomadas: {1}", tipo, habitacao.GetQtdTomada());
        }
    }
}

Como você deve ter observado, quando estava codificando, o seguinte acontecimento. O intellisense apresentar os métodos codificados na classe Habitação, para todas as subclasses.

Isso é possível devido às classes Casa, Predio e Galpao herdarem da classe Habitação, ou seja, toda a classe que herda de Habitação terá sua característica e comportamento.

Outra coisa que podemos observar nesse exemplo é o método ImprimirValorDeTomada que recebe como parâmetro Habitação, porém é passado Casa, Predio e Galpao.
Toda subclasse pode ser convertida no tipo da superclasse. Nesse método não importa qual é o tipo de habitação e sim se é do tipo habitação.

Observação

Toda subclasse pode ser convertida no tipo da superclasse, porém para o processo inverso é necessário a realização de cast.

Exemplo:

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Casa casa1 = new Casa();
// conversão Implicit
Habitacao hab = casa1;
// conversão Explicit (Cast)
Casa casa2 = (Casa)hab;

Mas pra frente falarei mais sobre generalização.

Carlos Fernando