Criando um ASP.NET MVC Web Application

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 04-04-2010

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No post ASP.Net MVC fiz uma introdução as caracteristicas desse novo tipo de projeto web. Neste post vou apresentar um pouco mais sobre esse projeto, sua estrutura, comportamento.
Para isso é necessário instalar o ASP.NET MVC. Após a instalação o Visual Studio 2008 apresentará um novo tipo de projeto Web, chamado ASP.NET MVC Web Application.

New Project ASP.NET MVC Web Application

Ao criar um projeto do tipo ASP.NET MVC Web Application uma aplicação de demonstração (padrão) é apresentada na Solution Explorer.

O ASP.NET MVC a primeira vista parece ser bem complicado, mas apartir do momento que se conhece melhor a sua estrutura e seu funcionamento, ele passa a ser bem simples.

Estrutura do ASP.NET MVC Web Application

Primeiramente vamos nos atentarmos a estrutura, pois ela contem diversas convensões que devem ser utilizadas pelo ASP.NET MVC.
Solution Explorer MVC Web Application
Repare nos diretórios, obrigatóriamente teremos o Controller, Model e View.
Outra convensão é para as classes controladoras (contidas no diretório Controller), devem possuir o sufixo Controller em seus nomes e um sub-diretório no diretorio View. Confuso? Repare na Solution o diretorio Controller, note que possui duas classes controladoras Account e Home ambas com o sufixo Controller. Agora veja o diretório View, ele possui dois sub-diretórios com o mesmo nome da controladora (Account e Home).
No diretório View ficam os templates que correspondem a ações dos controllers e seram renderizados.
O sub-diretório View/Shared contém recorsos compartilhados com a aplicação, como página de erro genérica, master page, entre outros.
O diretório Script é destinado a armazenar biblioteca JavaScript e scripts (.js)
O diretório Content é destinado a armazenar arquivos de estilo (CSS), arquivos de imagens e outros não dinâmicos.
Na raiz do ASP.NET MVC Web Application temos os arquivos Global.asax, default.aspx e web.config estes arquivos são utilizados em conjunto para realizarem a sobreescrita (rewrite) de URL, mas esse assunto ficará para um próximo post.

Como ASP.NET MVC trabalha

Para compreender melhor o funcionamento do ASP.NET MVC, vamos remover alguns arquivos e diretórios da aplicação padrão.

  • App_Data (diretório)
  • AccountController.cs (arquivo)
  • Account (diretório)
  • About.aspx (arquivo)
  • Index.aspx (arquivo)
  • Error.aspx (arquivo)
  • LogOnUserControl.ascx (arquivo)
  • Site.Master (arquivo)

Hello Word

Como é padrão e não pode faltar em qualquer tutorial de introdução, vamos criar a famosa aplicação Hello Word!. Para isso no arquivo HomeController reescreva o código para que fique da seguinte forma:

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    public class HomeController : Controller
    {
        public string Index()
        {
            return "Hello, word!";
        }
    }

Pronto, ao executar (F5) criamos nosso primeiro ASP.NET MVC Application.

Na arquitetura MVC, os controllers são reponsáveis por manipular as requisições. No .NET, controller são classes derivadas de System.Web.Mvc.Controller. E cada método público no Controller é conhecido como Action Method (método de ação), que são chamdos da web por meio de alguma URL. Em nossa aplicação acima temos nosso controller chamado HomeController com seu action method chamado Index.
Quando executamos a aplicação o Routing System (sistema de rotas) do ASP.NET MVC decidiu qual controller e action method executar. Não por acaso utilizei este controller e action method, esta é a configuração padrão de nosso aplicação, que está configurada no arquivo Global.asax.cs, como pode ser visto:

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public static void RegisterRoutes(RouteCollection routes)
{
    routes.IgnoreRoute("{resource}.axd/{*pathInfo}");
 
    routes.MapRoute(
        "Default",                                            // Route name
        "{controller}/{action}/{id}",                         // URL with parameters
        new { controller = "Home", action = "Index", id = "" }// Parameter defaults
    );
}

Em nosso Routing System, é definido a rota default com o controller Home e o action method Index sem passagem de parâmetro. Dessa forma as seguintes requisição serão manipuladas pela action Index no HomeController:

  • /
  • /Home
  • /Home/Index

Renderizando Web Pages

Como já mensionado, na arquitetura MVC o Controller é responsável por manipular as requisições e as Views são componentes de interface do usuário. Assim não está correto em nossa aplicação o controller enviar a resposta (no nosso caso texto) para o browser. Em uma aplicação real o controller deve passar essa tarefa para uma View. Para isso vamos reescrever o método Index da seguinte forma:

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public class HomeController : Controller
{
    public ViewResult Index()
    {
        return View();
    }
}

Dessa forma a action retorna um objeto do tipo ViewResult, passando para o Framework a instrução de renderizar uma View. O próximo passo é criar a View, para isso podemos clicar com o botão direito no action method Index e selecione Add View, isto irá criar um novo template para o action method em “~/Views/Home/Index.aspx”.
Altere o código HTML na tag body da seguinte forma:

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<body>
    <h1>Hello, Word!</h1>
    <p>(renderizada apartir da View)</p>
</body>

Nossa aplicação está finalizada, execute para visualizar a página rendenrizada pela View.

Hello Word ASP.NET MVC Web Application

Repare que não é necessário informar o nome da View que será chamada. O Framework renderiza a View que contém o mesmo nome do action method.

Há outros objetos de retorno que um Action Method pode retornar que instrui o framework diferentes fins. Esses tipos de retorno são chamados Action Results, mas isso será assunto para um próximo post, assim como a compreensão do M de Model de nossa arquitetura MVC.

Enjoy ;-)

Cifrando e Decifrando dados com o Enterprise Library

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação | Em 16-03-2010

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No post anterior apresentei O que é Enterprise Library.

Neste post irei mostrar como é facil criptografar e descriptografar dados utilizando o Enterprise Library.

Para o exemplo utilizei o Enterprise Library 4.1-October 2008. Que tem como pré requisitos, Framework.NET 3.5 e Visual Studio 2008. Para uma configuração inferior, utilize outras versões do Enterprise Library.

Devido a flexibilidade do Enterprise Library, as configurações são mantidas em uma arquivo XML (app.config, web.config ou um arquivo .xml a parte) na aplicação.
Ao instalar o Enterprise Library duas ferramentas de configuração são instaladas: uma embutida no Visual Studio (Configuration Editor), e uma aplicação externa (Enterprise Library Configuration Console). As alterações feitas no arquivo de configuração não obrigam a recompilação da aplicação, tornando assim fácil a reconfiguração da aplicação.

Configurando uma aplicação com Criptography Application Block

Para o exemplo, crie um projeto do tipo Console Application, de nome EntLibCriptography (pode ser qualquer nome).
Adicione as refenrencias para os assembly do bloco de aplicação Cryptography Application Block. Para isso, no Visual Studio clique com o botão direito sobre o no de projeto da Solution Explorer, e clique em Add References.
Clique em Browser e localize as dlls:

  • Microsoft.Practices.EnterpriseLibrary.Security.Cryptography.dll
  • Microsoft.Practices.EnterpriseLibrary.Common.dll
  • Microsoft.Practices.ObjectBuilder2.dll

Agora adicione ao projeto um arquivo Application Configuration File (App.config).
Clique com o botão direito sobre o arquivo App.config, e clique em Edit Enterprise Library Configuration.

O próximo passo é configurar o Cryptography Application Block no arquivo de configuração.
Para isso, clique com o botão direito sobre o App.config (no Enterprise Library Configuration e não no Solution Explorer), selecione New e clique em Cryptography Application Block.

Observação: A ferramenta de configuração adiciona o nó Cryptography Application Block e os sub-nó Hash Providers e Symmetric Providers, com uma configuração padrão.

Configurando Symmetric Algorithm Provider

Clique em Symmetric Providers, selecione New, e clique em Symmetric Algorithm Provider.

Configuração do Symmetric Algorithm Provider

No Type Selector, selecione o tipo de symmetric algorithm provider, neste exemplo utilizaremos o RijndaelMananged, que é o tipo padrão.

Agora vamos gerar a chave de criptografia (o Cryptographic Key Wizard permite gerar ou importar uma chave existente).
O Cryptographic Key Wizard, apresentará as seguintes opções:

  • Create a new key
  • Use an existing DPAPI-protected key file
  • Import a password-protected key file

Escolha “create a new key” e clique em Next.
No próximo passo, informamos nossa chave CHAVETESTE e clicamos em Generate para converter o texto em uma chave hexadecimal (pode ser informado uma chave hexadecimal diretamente).
Depois clique em Next.
Escolha um local para salvar o arquivo de chave, e clique em Next.
O próximo passo será configura o modo de acesso a chave, escolha Machine mode e clique em Finish.

Código de criptografia e decriptografia

Abaixo o código de ciframento e deciframento utilizando utilizando o tipo de criptografia Rijndael.

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using System;
using System.Text;
using Microsoft.Practices.EnterpriseLibrary.Security.Cryptography;
 
namespace EntLibCriptography
{
    public class Program
    {
        public static void Main(string[] args)
        {
            // Cifra mensagem
            string mensageEncrypted = Cryptographer.EncryptSymmetric("RijndaelManaged", "senha");
            Console.WriteLine("mensagem cifrada: {0}", mensageEncrypted);
 
            // Decifra mensagem
            string mensageDecrypted = Cryptographer.DecryptSymmetric("RijndaelManaged", mensageEncrypted);
            Console.WriteLine("mensagen decifrada: {0}", mensageDecrypted);
        }
    }
}

Resultado:

Resultado da criptografia e decriptografia

Enjoy ;-)

O que é Enterprise Library

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Tecnologia | Em 15-03-2010

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Enterprise Library é uma biblioteca de aplicação que soluciona necessidades comuns.
A Enterprise Library possui uma coleção de blocos de aplicação (Application Blocks) que são reutilizáveis, extensíveis e permitem a customização do código-fonte.

A Enterprise Library faz parte de um grupo da Microsoft Patterns & Practices conhecido como Patterns & Practices, e não é nativo do Framework.NET, não possui suporte, localização ou garantias de compatibilidade, porem pode ser baixado gratuitamente.

O Enterprise Library prove blocos de código com funcionalidades que seria necessário desenvolver em uma aplicação caso já não estivesse pronto. Com a vantagem de já terem sidas testadas pela Microsoft e outras empresas de diversos tipos de aplicação. Estes blocos de aplicação tem a função de auxiliar equipes de desenvolvimento, permitindo que se concentre nas regras de negócio do cliente evitando que percam tempo criando tarefas comuns a uma aplicações como registro de log, autorização de usuários, acesso a dados, criptografia e outros.

Os blocos de aplicação fornecidos pelo Enterprise Library são:

  • Caching Application Block: possibilita a incorporação de cache local na aplicação.
  • Cryptography Application Block: possilita a fácil implementação de criptografia simétrica ou de hash.
  • Data Access Application Block: possibilita a implementação a funcionalidade de acesso ao banco de dados de forma padronizada e simplificada.
  • Exception Handling Application Block: possilita criar uma estratégia consistente de tratamente de exceções entre as camadas de uma aplicação.
  • Logging Application Block: possilita a criação de um procedimento padrão de registro de log na aplicação.
  • Policy Injection Application Block: possibilita implementar politicas de interceptação de operações para implementar funcionalidades comuns como registro de log, uso de cache, tratamento de exceção, entre outros.
  • Security Application Block: possibilita a incorporação de autenticação e cache de dados relacionados a segurança da aplicação.
  • Validation Application Block: utilizado para criar regras de validação para objetos de negócio, podendo ser reutilizado em diversas camadas da aplicação.

A instalação do Enterprise Library fornece os seguintes itens:

  • Arquivos Binários: inclui pre-compilado, strong-named assemblies para todos os códigos fontes.
  • Código Fonte: inclui o código fonte para todos os blocos de aplicação, ferramenta de configuração, teste unitário, e o QuickStarts.
  • Teste Unitário: inclui os teste unitários que foram criados enquanto os blocos de aplicação eram desenvolvidos.
  • QuickStarts: aplicações de exemplo para o fácil entendimento das caracteristicas dos blocos de aplicação.
  • Documentação: que pode ser visualizada como Visual Studio Help. A documentação inclui um guia sobre com utilizar o Enterprise Library e referência a biblioteca.

Abaixo um mapa de dependência entre os blocos de aplicação:

depêndencia entre os blocos de aplicação do Enterprise Library

Até mais ;-)

ASP.Net MVC

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 12-02-2010

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ASP.NET MVC é um framework (que promete bastante evolução no framework.NET 4.0 que será lançado junto com o VS 2010) voltado para o desenvolvimento de aplicações web seguindo o padrão de arquitetura MVC Model-View-Controller que separa a aplicação em três (3) componentes principais: o modelo, a visão e controlador.
O framework MVC é definido no namespace System.Web.Mvc, suporta parte do namespace System.Web e permite o desenvolvimento de aplicações web utilizando a combinação dos dois tipos de abordagens Web Forms e MVC. Nenhuma abordagem exclui a outra.

O framework MVC inclui os seguintes componentes:

  • Modelo (Model) – Objetos de modelo são partes da aplicação que implementam a lógica para as aplicações de domínio.
  • Visão (Views) – Views são componentes de interface do usuário (UI).
  • Controladores (Controllers) – Controladores são componentes que manipulam as interações dos usuários, trabalhando os dados com o model, e finalmente seleciona a view para “renderizar” os resultados de saída para mostrar no UI.

O padrão MVC permite separar os diferentes aspectos de uma aplicação web e fornece um baixo acoplamento entre elementos por especificar cada tipo de lógica que pode ser utilizada na aplicação. Esta separação permite um melhor gerenciamento de complexidade da aplicação, pois a concentração em um aspecto da programação de cada vez. Também possibilita o desenvolvimento guiado por teste (TDD) de uma forma mais fácil do que em Web Forms.
A perda de acoplamento entre os componentes de uma aplicação, MVC também promove desenvolvimento paralelo. Um desenvolvedor pode trabalhar em uma view, enquanto um segundo desenvolvedor pode trabalhar em uma lógica do contoller e um terceiro desenvolvedor pode focar na lógica de negocio do modelo.

Vantagens de uma aplicação baseada em MVC

A utilização do modelo MVC traz alguns benefícios ao desenvolvimento com relação ao antigo Web Forms como:

  • Não utilize ViewState ou foms baseados em servidor (server).
  • Maior liberdade para desenvolvedores que gostam do controle total sobre o comportamento de uma aplicação (HTML).
  • Usa um padrão Front Controller que processa as requisições de uma aplicação web através de um simples controlador (controller). Isto possibilita o desenvolvimento de uma aplicação que suporta uma rica rota de infraestrutura.
  • Fornece um suporte melhor para test-driven development (TDD).
  • O ASP.NET MVC framework suporta Injeção de Dependência (ID) e Inversão de Controle (IC).
  • Mapeamento de URL .
  • Utilização das características existente com o uso de páginas (.aspx), user control (.ascx) e máster Page (.master ) no modelo MVC.

Até mais ;-)

Garbage Collector (GC) – Gerenciamento de memória

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação | Em 21-01-2010

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O Framework.NET trouxe alguns benefícios referentes a utilização e gerenciamento de memória, permitindo mais liberdade de alocação e remoção de variáveis na memória em ordem aleatória, executado por meio de uma gerência complexa do espaço ocupado e identificação dos espaços livres.
Dessa forma vida de nós programadores se tornou muito mais fácil, pois não precisamos nos preocupar com o gerenciamento de memória (nada de malloc e free utilzados em C/C++), com isso temos menos erros relacionados ao vazamento de memória, bugs de ponteiros, entre outros.
O principal componente que realiza esse gerenciamento e liberação de memória é o Garbage Collector (Coletor de Lixo ou GC) existente na arquitetura do Common Language Runtime (CLR) e tem como princípio atividade de funcionamento:

  1. Determinar quais objetos não mais será utilizado, ou seja, não estão mais acessíveis na aplicação;
  2. Liberar os recursos (memória) utilizados por esses objetos

Entendendo o funcionamento do Garbage Collector

Basicamente o GC divide a memória disponível em 3 áreas distintas:

  1. Maneged Heap
  2. Pilha
  3. Unmanaged Heap

O GC em conjunto com a CLR por meio de diversos algoritmos executa o gerenciamento da área de memória managed heap, que aloca reference types. Enquanto a pilha é utilizada para alocar value types. A unmanaged heap é utilizada para armazenar recursos não gerenciados de forma automática ou recursos nativos.
Mais detalhe da arquitetura do GC ficará para um próximo post, pois irá envolver alguns temas ainda não tratados.

Recursos Não Gerenciados

Um ponto importante é controle de recursos não gerenciados (recursos nativos, que pode ser um arquivo, janela, conexões de banco de dados, sockets, Win32, entre outros).
Implicitamente o Framework.NET mantém um controle das instâncias utilizadas pela aplicação, porem o mesmo não se repete para recursos não gerenciados. Para recursos não gerenciados deve-se fornecer uma maneira de liberar os recursos da memória depois que o aplicativo tiver terminado de usá-los, ou seja, deve ser um processo manual (codificado) executado pelo programador.
Há duas maneiras de se finalizar um recurso não gerenciado:

  • Implicitamente utilizando o método Finalize();
  • Explicitamente utilizando o método Dispose() do IDisposable;

Observação: Por padrão a Microsoft recomenda a implementar as duas formas de finalizar o objeto. Sendo que o método Finalize() serve de garantia de execução de liberação de memória impedindo que o recurso fique permanentemente vazando caso algum programador esqueça de chamar o método Dispose().

A primeira impressão que temos ao ver o finalizador (redefinindo ao método Finalize de System.Object) existente no .NET é que este atua como um destruidor (destructor) presente em linguagens com C/C++ é que são similares. Porem não se iluda pela aparência, pois são bem diferentes em suas características.

Caracteristicas do Finalizador:

  • Execução nem sempre é não garantida;
  • Execução não determinística (instante em que o método é executado não é conhecido);
  • Chamada ao método ocorre desde que não existam ciclos infinitos;
  • Quando chamado shutdown, sua execução só ocorre caso seu tempo de execução não seja superior a 2 segundos e o somatório não exceda 40 segundos (tempos aproximados);

Em resumo o CLR não garante a ordem de chamada dos métodos Finalize().

Exemplo de implementação do finalize:

Código C#.NET:

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public class AlgumaClasse
{
   …
   ~AlgumaClasse() // finalizador
   {
      // código de limpeza
   }}

Codigo gerado pelo compilador:

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public class AlgumaClasse
{protected override void Finalize()
   {
      try { /* código de limpeza */ }
      finally { base.Finalize(); }
   }}

O método Dispose é uma implementação de um padrão conhecido como “padrão de descarte” e impõe uma ordem na vida de um objeto.
O método Dispose() deve liberar os recursos que ele possui assim como os recursos de propriedade de seus tipos base. Esse processo é executado através de uma hierarquia de tipos de base, ou seja, cada objeto irá chamar o método Dispose() da classe estendida ou implementada. Garantindo assim que os recursos são sempre limpos adequadamente.
Um característica particular do método Dispose() é que este pode ser chamado várias vezes sem lançar exceção.
É importante salientar que não há benefícios de desempenho na utilização do método Dispose() a objetos gerenciados pela CLR (tais como Arrays). Este método deve ser utilizado em objetos que utilizam recursos nativos e objetos COM que são expostas ao Framework.NET, como exemplo podemos citar a classe FileStream que implementa a interface IDisposable.

Exemplo de implementação do métiodo Dispose():

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// Design pattern para uma classe base.
public class Base: IDisposable
{
   //Implementação da interface IDisposable.
   public void Dispose() 
   {
     Dispose(true);
      GC.SuppressFinalize(this); 
   }
 
   protected virtual void Dispose(bool disposing) 
   {
      if (disposing) 
      {
         // libera outros estados (managed objects).
      }
      // Libera sus próprios estados(unmanaged objects).
      // Define campos grandes como null.
   }
 
   // Sintaxe para finalização do código.
   ~Base()
   {
      //Chamada simples Dispose(false).
      Dispose (false);
   }
}
// Design pattern para a classe derived.
public class Derived: Base
{   
   protected override void Dispose(bool disposing) 
   {
      if (disposing) 
      {
         // Liberação de recursos gerenciados
      }
      // Liberação de recusos não gerenciados.
      // Define campos grandes como null.
      // Chama Dispose da classe base.
      base.Dispose(disposing);
   }
   // A classe derived não tem o método Finalize
   // ou um método Dispose com parametro pois herda da classe base.
}

Enjoy ;-)

Comunicação via socket com C#

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação | Em 22-12-2009

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Introdução

Primeiramente vamos conceiturar o que é socket, ou soquete em portugues. De uma visão geral um soquete pode ser definido como uma tomada que designa uma cavidade ou região usada para ligar algum artifício específico.

No mundo da computação, um socket é o elo de ligação entre os processos do servidor e do cliente. Ele é a “porta” na qual os processos enviam e recebem mensagens. De acordo com JAMES F KUROSE: “socket é a interface entre a camada de aplicação e a de transporte dentro de uma máquina”. Para quem não lembra, ou não sabe, camada de aplicação e transporte fazem parte do modelo OSI.
Através de um socket podemos estabelecer a comunicação entre máquinas possibilitando o envio e recebimento de dados.

A interface padronizada de sockets surgiu originalmente no sistema operacional Unix BSD (Berkeley Software Distribution). Tinha a função de suporte a comunicação em rede. Esta interface é a base para a maioria das interfaces entre protocolos de internet TCP/IP existente.

A identificação de um socket na rede é realizada por um IP e um porta. Comumente utiliza-se portas acima de 1000 pois as inferiores são utilizadas pelo sistema operacional. Sua comunicação é realizada pelos protocolos UDP ou TCP. Assim, é possível termos tanto comunicação orientada a conexão (via TCP), quanta não orientada a conexão (via UDP). O socket abstrai esse conceito, permitindo assim a utilização de qualquer um dos meios.

No C# para se trabalhar com sockets os recursos enconstram-se no namespace System.Net.Sockets.

Implementando uma aplicação com socket

Este é um simples código de uma aplicação Client/Server utilizando socket.
Abaixo o passo a passo de criação da aplicação:

Server App

  1. Criar um projeto do tipo WindowsForm com o nome CommunicationSocket.
  2. Incluir um botão que será utilizado para enviar mensagem do servidor para o cliente.
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using System;
using System.IO;
using System.Net;
using System.Net.Sockets;
using System.Threading;
using System.Windows.Forms;
 
namespace CommunicationSocket
{
    public partial class ServerApp : Form
    {
        private Socket socket;
        private Thread thread;
 
        private NetworkStream networkStream;
        private BinaryWriter binaryWriter;
        private BinaryReader binaryReader;
 
        public ServerApp()
        {
            InitializeComponent();
            thread = new Thread(new ThreadStart(RunServer));
            thread.Start();
        }
 
        public void RunServer()
        {
            TcpListener tcpListener;
            try
            {
                IPEndPoint ipEndPoint = new IPEndPoint(IPAddress.Parse("127.0.0.1"), 2001);
                tcpListener = new TcpListener(ipEndPoint);
                tcpListener.Start();
 
                MessageBox.Show("Servidor habilitado e escutando porta...", "Server App");
 
                socket = tcpListener.AcceptSocket();
                networkStream = new NetworkStream(socket);
                binaryWriter = new BinaryWriter(networkStream);
                binaryReader = new BinaryReader(networkStream);
 
                MessageBox.Show("conexão recebida!", "Server App");
                binaryWriter.Write("\nconexão efetuada!");
 
                string messageReceived = "";
                do 
                {
                    messageReceived = binaryReader.ReadString();
                    MessageBox.Show("Mensagem: " + messageReceived, "Server App");
 
                } while (socket.Connected);
            } 
            catch (Exception ex) 
            {
                MessageBox.Show(ex.Message);
            } 
            finally 
            {
                binaryReader.Close();
                binaryWriter.Close();
                networkStream.Close();
                socket.Close();
 
                MessageBox.Show("conexão finalizada", "Server App");
            }
        }
 
        private void btnSendMsg_Click(object sender, EventArgs e)
        {
            try
            {
                binaryWriter.Write("Server respondendo: Houston, we have a problem!!!");
            }
            catch (SocketException socketEx)
            {
                MessageBox.Show(socketEx.Message, "Erro");
            }
        }
    }
}

Client App

  1. Criar um projeto do tipo WindowsForm com o nome ClientApp.
  2. Incluir botão que será utilizado para enviar mensagem do cliente para o servidor.
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using System;
using System.IO;
using System.Net.Sockets;
using System.Threading;
using System.Windows.Forms;
 
namespace ClientApplication 
{
    public partial class ClientAppForm : Form 
    {
        private NetworkStream networkStream;
        private BinaryWriter binaryWriter;
        private BinaryReader binaryReader;
        private TcpClient tcpClient;
 
        private Thread thread;
 
        public ClientAppForm() 
        {
            InitializeComponent();
            thread = new Thread(new ThreadStart(RunClient));
            thread.Start();
        }
 
        public void RunClient() 
        {
            try 
            {
                tcpClient = new TcpClient();
                tcpClient.Connect("127.0.0.1", 2001);
 
                networkStream = tcpClient.GetStream();
                binaryWriter = new BinaryWriter(networkStream);
                binaryReader = new BinaryReader(networkStream);
 
                String message = "";
                do 
                {
                    try 
                    {
                        message = binaryReader.ReadString();
                        MessageBox.Show(message, "Mensagem Recebida");
                    } 
                    catch (Exception ex) 
                    {
                        MessageBox.Show(ex.Message, "Erro");
                        message = "FIM";
                    }
                } while (message != "FIM");
 
                binaryWriter.Close();
                binaryReader.Close();
                networkStream.Close();
                tcpClient.Close();
            } 
            catch (Exception ex)
            {
                MessageBox.Show(ex.Message, "Erro");
            }
        }
 
        private void btnSendMsg_Click(object sender, EventArgs e) 
        {
            try 
            {
                binaryWriter.Write("Mensagem do cliente");
            } 
            catch (SocketException socketEx) 
            {
                MessageBox.Show(socketEx.Message, "Erro");
            }
        }
    }
}

Para realizar a comunicação o Servidor utiliza o objeto TcpListener que fica escutando toda requisição no IP “127.0.0.1″ porta 2001.
Na aplicação Cliente o objeto TcpClient é informado sobre o IP (ou DNS) e porta do servidor que irá se conectar. Após esse a realização toda a comunicação é feita por meio de stream através do objeto NetworkStream.

Repare que tanto Servidor quanto o Cliente trabalha com processamento em paralelo (Thread) para evitar que a aplicação fique travada até o término do processamento, ou para manter um processamento dedicado e contínuo que é o caso do servidor.

Nesse exemplo utilizei MessageBox para apresentar as mensagens, pois para inseri-las em um TextBox no Form é necessário utilizar delegates e reflections, senão teremos um erro de cruzamento de Threads (Cross-thread operation not valid).
Mas isso acho que é assunto para o nosso próximo post.

Até mais ;-)

Extension Methods no C# 3.0

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 13-12-2009

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Extension Methods é uma das muitas características que torna o LINQ possível .
Em resumo podemos dizer que Extension Methods é a possibilidade de inserir métodos em objetos já compilados. O método criado tem a característica de um método estático, porem só está acessível ao objeto associado.
Com esse recurso podemos adicionar aos .NET types novos métodos. Assim classes como StringHelpers, Util, entre outras, com uma variedade de métodos de auxílio, podem ser inseridos diretamente no fonte.
Exemplo de uma classe com validação:

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using System.Text.RegularExpressions; 
namespace ExtensionMethodsExample
{
    public class Util
    {
        /// <summary>Verifica se o argumento do tipo string é um numérico</summary>
        /// <param name="arg">argumento a ser validado</param>
        /// <returns>True - se for numérico</returns>
        public bool IsNumeric(string arg)
        {
            return Regex.IsMatch(arg, @"^\d+$");
        }
    }
}

Com o uso do Extension Methods podemos inserir o método que verifica se a variável é numérica no próprio tipo string.
Abaixo um exemplo de seu uso, e depois vou explicar como o extension methods é declarado.

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using System;
using System.Text.RegularExpressions;
 
namespace ExtensionMethodsExample
{
    public static class Extensions
    {
        public static bool IsNumeric(this string arg)
        {
             return Regex.IsMatch(arg, @"^\d+$");
        }
    }
} 
 
public class Program
{
    public static void Main(string[] args)
    {
        string codigo1 = "1234";
        string codigo2 = "ABCD";
 
        Imprime(codigo1);
        Imprime(codigo2);
    }
 
    private static void Imprime(string codigo)
    {
        if (codigo.IsNumeric())
        {
            Console.WriteLine("Codigo numerico: {0}", codigo);
        }
        else
        {
            Console.WriteLine("Codigo alphanumerico: {0}", codigo);
        }
    }
}

Para criarmos um extension methods precisamos de uma classe e método estático. Todo método extension sempre terá seu primeiro parâmetro a palavra reservada this, seguido do tipo ao qual o método será inserido, no exemplo o tipo string. Esse parâmetro representa a própria instância do objeto. Para os parâmetros subseqüentes serão utilizados na chamada do método. O nome da classe é de livre escolha, ela não interfere na implementação do extension methods, a única ressalva é que seja uma classe estática.

Compare a diferença da verificação de condição utilizando a classe Util e o extension methods

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Util util = new Util();
if (util.IsNumeric(codigo))
{
    // faz algo
}

e

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if (codigo.IsNumeric())
{
    // faz algo
}

O código torna-se mais legível e mais implícito seus métodos, tornando a linguagem muito mais dinâmica.
Enjoy ;-)

Entendento o SQL Server sysobjects e syscolumns

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 07-12-2009

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SQL Server sysobjects é uma tabela do SGBD SQL Server que armazena informações sobre os objetos criado no banco de dados. Contendo uma linha (registro) para cada objeto existente, como uma restrição, padrão, log, regra e procedimento armazenado.
No exemplo abaixo podemos encontrar informação sobre todos os objetos utilizados no banco de dados:
 

SELECT * FROM sysobjects
 

A coluna type e xtype possuem informação sobre o tipo de objeto. Tome cuidado para não confundir os valores das constantes. Há pequenas particularidades entre elas.
Para exibir todas as tabelas criadas pelo usuário executamos a seguinte instrução:
 

SELECT  * FROM sysobjects WHERE xtype='U'
 

Ou saber as trigger existentes em cada tabela:

 
SELECT
    Sys2.name           AS TableName,
    Sys1.name           AS TriggerName,
    CASE
        WHEN Sys1.deltrig > 0 THEN 'Delete'
        WHEN Sys1.instrig > 0 THEN 'Insert'
        WHEN Sys1.updtrig > 0 THEN 'Update'
    END
FROM
    sysobjects Sys1
    INNER JOIN sysobjects Sys2 ON
        Sys1.parent_obj = Sys2.id
WHERE
    Sys1.xtype = 'TR'
ORDER BY
    Sys2.name
 

Lista de possibilidades de valores para a coluna xtype:

  • C = CHECK constraint 
  • D = Default or DEFAULT constraint 
  • F = FOREIGN KEY constraint 
  • L = Log 
  • P = Stored procedure 
  • PK = PRIMARY KEY constraint (type is K) 
  • RF = Replication filter stored procedure 
  • S = System table 
  • TR = Trigger 
  • U = User table 
  • UQ = UNIQUE constraint (type is K) 
  • V = View 
  • X = Extended stored procedure

 
A tabela syscolumns retorna uma linha para cada coluna de um objeto que tem colunas, como exibições ou tabelas. E pode ser um auxilio na obtenção de informação sobre as colunas das tabelas:

 
SELECT 
    *
FROM 
    sysobjects SysObj
    INNER JOIN syscolumns SysCol ON
        SysObj.id = SysCol.id
WHERE 
    SysObj.type='U'
    AND
    SysObj.name = 'tbl_cliente'
 

Referência:

Observação: Os exemplos deste post foram criados para a versão 2005 do SQL Server, para versão 2000 do SQL Server consulte o artigo Mapeando tabelas do sistema do SQL Server 2000 para exibições do sistema do SQL Server 2005

Quando utilizar Literal e Label

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 02-12-2009

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Primeiramente vamos as definições:

  • Literal é um controle que reserva um local da página para exibir um texto estático.
  • Label é um controle de rótulo usado para mostrar textos na página.

Ambos os controles possuem a propriedade Text, que define o texto a ser exibido.
Não há um controle melhor ou pior. E sim saber quando e como utilizar esses controles corretamente. O mais importante é entender e saber o que é produzido em sua renderização.
É nesse momento que as diferenças ficam mais aparentes.

Criando um projeto para comparar os controles
Para exemplificar os controles criei um ASP.Net Web Site com o nome LabelTeste
Na página Default.aspx inclui o seguinte código interno a tag form:

<div id="teste">
        <h3>Controles ASP.Net</h3>
        <p><asp:Label ID="lblTeste1" runat="server"></asp:Label></p>
        <p><asp:Literal ID="ltrTeste1" runat="server"></asp:Literal></p>
        <p><asp:Label ID="lblTeste2" AssociatedControlID="txtTeste2" runat="server"></asp:Label><asp:TextBox ID="txtTeste2" runat="server"></asp:TextBox></p>
</div>

Ao executar a aplicação, teremos a seguinte tela:

Tela Web Control

Clique com o botão direito e selecione codigo-fonte e veja o código gerado 

<div id="teste">
        <h3>Controles ASP.Net</h3>
        <p><span id="lblTeste1">label 1</span></p>
        <p>literal 1</p>
        <p><label for="txtTeste2" id="lblTeste2">label 2</label><input name="txtTeste2" type="text" id="txtTeste2" /></p>
</div>

Repare no código gerado. O controle Label renderiza o texto interno das tags span, que na maioria das vezes é desnecessário. Isso aumenta a quantidade de código a ser trafego do servidor para o cliente. Neste caso que só queriamos a apresentação de um texto, damos preferência ao Literal, que renderiza somente o texto de uma forma estática sem geração de tags.
A principal vantagem do Label é quando necessitamos de associa-lo a um outro controle. Que é feito por meio do atributo AssociatedControlID.
Assim é gerado as tags label que são utilizadas para dar foco a um outro controle.

Até mais
;-)

Utilizando Reflection com C#

Postado por Carlos Fernando Sylverio | Categoria Programação, Tecnologia | Em 08-11-2009

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Entre as utilização de reflection podemos citar a instânciação de classes ou a utilização de plugins (como os utilizados no firefox), que são definidos em tempo de execução.

Basicamente reflection é uma maneira de se descobrir dados de uma classe/objeto/interface em tempo de execução. Dessa forma podemos examinar os tipos em um assembly e interagir com eles ou instanciá-los. Também podemos criar tipos no momento de execução.

Neste post criarei um exemplo de instânciar objetos em tempo de execução (runtime) utilizando reflection.
Abaixo segue um diagrama de classe do modelo utilizado para o exemplo:

modelo produto

Utilizando reflection

using System;
using System.Collections.Generic;
using System.Reflection;
 
namespace UtilizandoReflection {
    public class Program {
        public static void Main(string[] args) {
 
            StateFactory factory = new StateFactory();
 
            // Cria 3 produtos em estado diferentes
            Product product1 = new Product();
            Product product2 = new Product();
            Product product3 = new Product();
 
            product1.State = factory.Create(1, "item pendente");
            product2.State = factory.Create(2, "item no estoque");
            product3.State = factory.Create(3, "item vendido");
 
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product1.State.ID, product1.State.Description, product1.State.GetType().ToString());
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product2.State.ID, product2.State.Description, product2.State.GetType().ToString());
            Console.WriteLine("Produto {0}: {1} -- Type {2}", product3.State.ID, product3.State.Description, product3.State.GetType().ToString());
        }
    }
 
    /// <summary>Classe responsável por criar intâncias de estado</summary>
    public class StateFactory {
        private Dictionary<int, string> states;
 
        public StateFactory(){
            states = new Dictionary<int, string>(3);
            states.Add(1, "Pending");
            states.Add(2, "Stock");
            states.Add(3, "Sold");
        }
 
        /// <summary>Cria uma instância de estado</summary>
        /// <param name="ID">Identificador da instância</param>
        /// <param name="description">descrição do estado</param>
        /// <returns>Estado</returns>
        public State Create(int ID, string description) {
 
            string baseName = "UtilizandoReflection";
 
            // cria array com os parâmetro utilizado no construtor do estado
            object[] args = new object[2];
            args.SetValue(ID, 0);
            args.SetValue(description, 1);
 
            //using System.Reflection
            Assembly assembly = Assembly.Load(baseName);
            return (State)assembly.CreateInstance(baseName + "." + states[ID], true, BindingFlags.CreateInstance, null, args, null, null);
        }
    }
 
    #region Domain
    public class Product {
        public State State;
    }
    public abstract class State {
        public int ID;
        public string Description;
        public State(int ID, string description) {
            this.ID = ID;
            this.Description = description;
        }
    }
    public class Pending : State { // estado pendente
        public Pending(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    public class Stock : State { // estado estoque
        public Stock(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    public class Sold : State { // estado vendido
        public Sold(int ID, string description) : base(ID, description) { }
    }
    #endregion
}

Resultado da execução:

Produto 1: item pendente -- Type UtilizandoReflection.Pending
Produto 2: item no estoque -- Type UtilizandoReflection.Stock
Produto 3: item vendido -- Type UtilizandoReflection.Sold

Observe que as classes a serem instanciadas por reflection estão na mesma solution ou project, assim utilizamos o método Load do Assembly, porem quando a classe a ser utilizada for de uma DLL, utilizamos o método LoadFile e informamos o nome completo da DLL.

Como mencionado no início do post, há outras utilizações de reflection, como manipular atributos e métodos, mas isso é assunto para um próximo post.

Enjoy ;-)